Fazendo uma cronologia da Revolução Industrial para entendermos todo esse processo de transformação, voltamos ao século 18, na 1ª Revolução Industrial, nos deparamos com a produção mecanizada com o uso de equipamentos movidos a água e vapor.

        No século 19, a 2ª Revolução Industrial, avançou para as linhas de montagem de produção em massa que requerem mão de obra e energia elétrica. Avançando para a 3ª Revolução Industrial, ocorrida no século 20, empregou-se a produção automatizada utilizando eletrônicos e TI.

        E agora, nos surpreendendo diariamente, no século 21, vivemos a 4ª Revolução Industrial, onde emprega-se a produção inteligente incorporada com IoT (Internet of Thinks), tecnologia de nuvem e big data.
     

        Então você deve estar se perguntando, se estamos falando de Revolução Industrial, o que tenho a ver com isso se atuo somente no campo?

        O foco central da Indústria 4.0 é na aplicação da tecnologia digital em todo tipo de atividade humana para alcançar eficiência, competitividade, redução de custos e agregação de valor. E isso se dá por meio da alta capacidade de captação de informações e interpretação de dados, interação entre as tecnologias, automação e conteúdo digital.

       Toda essa transformação tem como base um conjunto de nove tecnologias, sendo elas:

 Big Data Analytics tem como função verificar e analisar dados, identificar falhas de processos, otimizar a qualidade da produção e economizar energia;
 Sistemas Integrados de TI unificarão uma cadeia de valor automatizada, por meio da digitalização de dados;

 Simulação permite que os operadores testem e otimizem processos e produtos ainda na fase de concepção, diminuindo os custos e tempo de criação;
 Robôs autônomos que trazem mais habilidades e representam um aumento significativo da produção e redução dos custos;

 Internet das Coisas (Internet of Thinks – IoT) consiste em conectar rede de objetos físicos, ambientes e máquinas por meio de sensores e softwares inteligentes;
 Computação na nuvem é a internet na nuvem. Todos os dados gerados serão enviados para um único banco de dados virtual;

 Manufatura aditiva, também conhecida como impressão em 3D, vem como reforço para ampliar a gama de aplicações nos produtos;

 Realidade aumentada tem a finalidade de alavancar a eficiência da indústria, especialmente, através da manutenção através de instrução e treinamento de colaboradores nos postos de trabalho, assim como na operação de máquina;

 Cyber segurança aliada com a internet das coisas e do armazenamento em nuvens, faz-se necessário ter tecnologia de governança de TI para garantir o tráfego seguro de dados no ambiente virtual.

Fonte: The Boston Consulting Group

 

           No agronegócio, a 4ª revolução industrial começou com a agricultura de precisão. Hoje, está presente desde a preparação de lavouras até a distribuição da produção. No uso de sensores, microprocessadores de baixo custo, comunicação baseada em nuvem e recursos tecnológicos de previsão e resposta às variações ambientais permitem ao gestor uma tomada de decisão mais assertiva e eficiente.

          Consequentemente, o produtor consegue minimizar alguns riscos inerentes ao negócio agrícola.

Fonte: DagblastDeWest.com

 

             Uma enxurrada de novas tecnologias está chegando ao mercado e facilitando a vida do homem do campo. Podemos citar as máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratos culturais e colheita, sistemas de diagnósticos de doenças em plantas, automação em sistemas de produção (como a ordenha roborizada, por exemplo), sistemas inteligentes para manejo de rebanhos, veículos aéreos não tripulados (drones) para captação, processamento, análise e transmissão de informações da lavoura em tempo real, biotecnologias, entre muitas outras.

             Na contramão de tantos avanços, temos como maior dificuldade no Brasil, acerca da conectividade. O país não possui uma malha de redes consolidada com uma infraestrutura uniforme para transmissão de dados. Precisamos de investimentos e melhoria dos serviços de transmissão de dados, uma vez que, no país, só são eficientes nos grandes polos urbanos. É preciso que esteja disponível no campo, onde todo o agronegócio acontece.

 

Autora:

Raiane Ribeiro Machado Gomes

Professora Adjunta da UFV (Campus Rio Paranaíba), Bacharel em Administração

(UFSJ) e PhD em Engenharia de Produção (UFMG)

@raianermachado