Desde a retomada da importação de leite de parceiros do Mercosul, em 2017, o setor vem sentido com a desvalorização do produto.

Ainda que o valor tenha melhorado em relação ao ano passado, está longe dos valores pagos em 2016, quando o valor médio pago pelo litro passou dos R$1,75.

A grande expectativa deste começo do ano era a criação de um sistema de cotas. O plano foi tema de uma reunião, no último dia 16, com o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat).

“O panorama pode ser revertido com a criação de cotas de importações mensais da Argentina e do Uruguai que deem previsibilidade do volume que chegará ao Brasil”, disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

Entretanto, nesta quinta-feira (17), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou que não deve aderir ao sistema de cotas para o leite.

Ela informou que está buscando uma solução para as importações de leite junto às autoridades argentinas, mas alertou que o Brasil não pode criar cotas no Mercosul.

“Eles também têm problemas lá com seus produtores, e nós temos que achar uma solução inteligente”, afirmou.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, lembrou que o governo brasileiro precisa se manifestar até o dia 6 de fevereiro sobre a renovação ou não do processo antidumping contra a Nova Zelândia e União Européia.

Até a data, serão mantidas as tarifas de 14,8% para as importações de leite da UE e 3,9% da Nova Zelândia. (Com informações do MAPA e Portal DBO)