Cenario Rural

China vai liderar importações agro nos próximos 10 anos e oportunidades para o Brasil são enormes!

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O relatório China Agricultural Outlook 2020-2029 foi divulgado nesta semana trazendo as projeções de Pequim para as importações de itens agrícolas pela nação asiática e a conclusão é bastante clara. A China vai liderar, pelos próximos 10 anos, as compras de alimentos no mundo.

Os destaques ficaram por conta de grãos – sendo, principalmente, soja, milho, arroz e trigo – proteínas animais – carnes bovina, de frango e suína – lácteos e pescados. Ovos, frutas e açúcar também estão no pacote. E em todos os casos o Brasil pode encontrar grandes e valiosas oportunidades.

“Vale lembrar que a China não é um mercado simples. O relacionamento próximo com os importadores e também com o governo é um fator determinante para o sucesso das empresas que queiram entrar nesse mercado ou mesmo ampliar sua presença”, reforça José Mario Antunes, diretor do escritório da InvestSP em Xangai.

Assim, o que se espera é que números que hoje já são bastante fortes possam ir tomando cada vez mais espaço entre os importadores chineses. Mais do que isso, o trabalho de alinhar as relações – comerciais, políticas e diplomáticas com a China – deverá ser ainda mais frequente e incisivo.

Hoje, o Brasil já é um dos maiores parceiros comerciais do país asiático. No caso da soja, já se estabeleceu como o maior e principal. Somente de maio a julho, a China deverá rceber 27 milhões de toneladas da oleaginosa brasileira em seus portos. O volume é recorde para o intervalo.

Das mais de 43 milhões de toneladas de soja embarcadas pelo Brasil de janeiro a abril, cerca de 80% do volume teve como destino a nação asiática. No primeiro quadrimestre de 2019, o volume embarcado passava pouco de milhões, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). E somente nas primeiras duas semanas de maio, o volume das exportações do grão passa de 8,7 milhões de toneladas.

Segundo o Conselho Nacional de Grãos e Óleos da China (CNGOIC), o recebimento de soja brasileira na nação asiática deverá alcançar o recorde das 10 milhões de toneladas e ficar próximo a isso nos meses de junho e julho. Ainda de acordo com a instituição, a força deste movimento vem, principalmente, da recuperação de seus planteis de suínos após os picos de Peste Suína Africana.

O recado, portanto, é bastante claro. China e Brasil, juntos, lado a lado, são muito melhores. Muito maiores e mais fortes. Há muito, muito trabalho a fazer até 2029. E depois disso.

 

Por Carla Mendes

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