Os preços da soja no Brasil iniciaram o mês de novembro em alta, motivados pelo crescimento de 3,75% das cotações em Chicago e pela possibilidade do retorno ao entendimento entre os Estados Unidos e a China. De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a alta foi leve, com a maioria dos mercados permanecendo inalterados.

“A maioria dos mercados permaneceu parado, com os agricultores mais voltados para o plantio do que para a comercialização. A exceção foi o MT, onde foram negociadas cerca de 30.000 toneladas no mercado spot no sul do estado, a preços entre R$ 72,00 em Campo Verde e Primavera do Leste e R$ 75,00 em Rondonópolis”, escreveu o especialista.

Segundo Pacheco, a tendência futura depende de dois fatores fundamentais. O primeiro deles é a resolução das negociações entre EUA e China, para as cotações de Chicago e o segundo os rumos que o próximo governo tomar na implantação das medidas de ajuste fiscal e retomada da economia, para o dólar. “Com relação à produção, as perspectivas são boas, para o Brasil, até o momento”, completa.

“As exportações de soja do Brasil cresceram em outubro tanto na comparação mensal quanto na anual, a um recorde para o mês, mostraram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgados nesta quinta-feira, com o apetite da China pela commodity mantendo fortes os embarques do maior exportador global da oleaginosa”, informa.

Isso porque, foram vendidas 5,3 milhões de toneladas de soja para o exterior no mês passado. Um volume 16% maior do que o mês anterior e duas vezes superior ao indicado no mesmo período do ano passado. Com isso, as exportações brasileiras de soja acumularam nos 10 primeiros meses de 2018 cerca de 74,5 milhões de toneladas”, finaliza.

 

Por: Leonardo Gottems