Cenario Rural

Oferta ajustada dá amplo espaço para alta dos prêmios para a soja do Brasil

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Os prêmios oferecidos para a soja brasileira deverão ser determinantes para a formação dos preços da soja neste segundo semestre. A última metade de 2020 começou nesta segunda-feira (1) com mais de 80% da safra 2019/20 comercializada, os produtores evitando novos negócios por hora e China e Estados Unidos se distanciando cada vez mais.

Com um volume reduzido disponível para ainda ser comercializado, os próximos meses deverão ser de disputa entre exportações e demanda interna, combustível ideal para a esperada valorização dos prêmios, ou basis, como o mercado costuma chegar. Para as posições de entrega um pouco mais distantes, já podem ser registrados valores superiores a US$ 1,00 por bushel acima dos preços da soja praticados na Bolsa de Chicago.

E tal tendência foi reforçada nesta semana com a notícia de que Pequim estaria solicitando às suas estatais que suspendessem compras de soja norte-americana. Por outro lado, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de 132 mil toneladas da oleaginosa à nação asiática e trouxe incerteza ao mercado internacional.

Dessa forma, até que tudo isso se defina, o Brasil se mantém como o principal fornecedor de soja para os chineses, todavia, com oferta bastante restrita. Querendo a soja verde e amarela, os chineses terão de pagar um pouquinho a mais no prêmio para originá-la.

Do mesmo modo, a indústria processadora nacional, embora com uma demanda mais restrita em função dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira, também precisa de um pouco mais de matéria-prima para garantir seus compromissos. Um descolamento do mercado interno pode acontecer e preços acima da paridade de exportação serem registrados em algumas regiões.

A entressafra está batendo à porta, o câmbio cria uma série de incertezas e a China ainda precisa de cerca de 8 milhões de toneladas de soja ao mês para estar adequadamente abastecida até o final deste ano e início do próximo. Quem dá mais?

Lembrando! O Brasil já embarcou, de janeiro a maio de 2020, quase 50 milhões de toneladas de soja. Recorde de volume e receita para o período.

Por Carla Mendes

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