A Agência de Defesa Agropecuária divulgou uma nota técnica afirmando que todas as propriedades com focos de mormo foram saneadas. Os primeiros casos surgiram em 2015, a partir daí a agencia traçou uma série de medidas sanitárias para controlar os focos da doença. O último registro de animal infectado foi em 22 de novembro de 2017, portanto até a presente data, todos os focos estão extintos do estado do Tocantins.

O mormo é uma doença infectocontagiosa, causada pela bacteria Burkholderia mallei que acomete os equídeos. Os principais sintomas são: Nódulos nas narinas, nos pulmões e nos gânglios linfáticos, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Além destes, a doença possui forma assintomática, na qual os animais não apresentam nenhuma enfermidade, sendo uma importante fonte de infecção para animais sadios e humanos.

Infelizmente não existe vacina e nem tratamento para essa doença, o método preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o sacrifício sanitário dos animais positivos, conforme a Normativa Nº 06/2018.

Esta informação é motivo de comemoração para todos os produtores rurais do Tocantins que possuem equídeos, pois desde a confirmação do primeiro foco, que ocorreu em junho de 2015, a agência tomou todas as medidas de defesa sanitárias necessárias para sanear os focos, investigar os vínculos epidemiológicos dentre outras medidas, todas com o objetivo de controlar e impedir a disseminação da enfermidade”, disse o presidente da Adapec, Humberto Camelo.

É de extrema importância que os produtores rurais continuem atentos aos cuidados a fim de evitar o surgimento de novos focos, buscando adquirir animais somente com exames negativos para a doença. Caso haja suspeita do Morno comunicar imediatamente a Adapec.

Para retomar o status de zona livre do mormo, o Tocantins precisa estar há pelo menos três anos sem notificação de focos da doença, além de passar pelos processos normativos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: ADAPEC