As atividades de colheita da safra de verão do milho começaram em algumas localidades de São Paulo e de Minas Gerais, de acordo com informações do Cepea.

No Rio Grande do Sul, a colheita está um pouco mais avançada. Em São Paulo, apenas as regiões que têm irrigação iniciaram as atividades.

Esse cenário e a proximidade da colheita em outras praças paulistas têm resultado em quedas nos preços. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,21% entre 11 e 18 de janeiro, fechando a R$ 38,31/saca de 60 kg na sexta-feira

Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio. No Paraná, até o dia 14, 9% da área havia sido cultivada. Em Mato Grosso, de acordo com o Imea, o semeio chegou em 1,37% até o dia 11, contra 1,28% no mesmo período do ano passado.

ESTIMATIVA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em estimativa divulgada em dezembro, projetou um volume de 63,73 milhões de toneladas na segunda safra de milho. Sendo 44,23 milhões no Centro-Oeste, o que, se confirmado, representará crescimento de 18% na produção brasileira e de 13% na região central do Brasil ante a safra 2017/18.

A estatal não avaliou ainda a expectativa sobre incremento de área na safrinha brasileira, mas, considerando a lavoura semeada em 2017/18 e o potencial de rendimento. Aponta que no Centro-Oeste o maior incremento de produção deve ser observado em Mato Grosso do Sul, com 8,778 milhões de toneladas (+38,5%).

Seguido de Goiás, com 7,693 milhões de t (+20%). Mato Grosso, que lidera a produção do cereal de segunda safra, deve colher 27,497 milhões de toneladas (+4,9%).