O mercado da soja voltou a chamar a atenção dos fundos de investimento na Bolsa de Chicago (CBOT). Dados mais recentes da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC), divulgados no dia 24 de junho, revelam que, na semana encerrada em 17 de junho, a posição líquida comprada dos fundos cresceu expressivos 77,6%, saltando de 35.071 para 62.289 lotes.
Motivos por Trás da Alta Confiança
Esse aumento das posições compradas indica forte confiança na valorização da oleaginosa. O movimento ocorre em meio a preocupações com o clima adverso em regiões produtoras dos EUA, que enfrentam estiagens em partes do Meio-Oeste, afetando as projeções de produtividade da safra 2024/25.
Além disso, a demanda externa segue firme, com destaque para as compras chinesas, o que contribui para a pressão altista sobre os contratos futuros. A desvalorização do dólar frente a outras moedas também aumenta a competitividade da soja norte-americana no mercado internacional.
Impacto para o Produtor Brasileiro
Apesar da movimentação em Chicago favorecer os preços internacionais, o reflexo no Brasil depende de outros fatores como o câmbio e os prêmios nos portos. Com o real volátil e a forte participação brasileira no mercado global de soja, o produtor nacional acompanha atentamente os desdobramentos para definir estratégias de comercialização.
Tendência de Alta Se Sustenta?
A tendência de alta não é garantida. Caso as previsões climáticas nos EUA melhorem, ou os níveis de exportação desacelerem, os fundos podem rapidamente inverter suas posições, gerando forte pressão de baixa. Por isso, o momento exige cautela por parte de produtores e agentes de mercado.