Demanda por energia limpa e mercados emergentes impulsionam avanço brasileiro no comércio internacional
O Brasil, já reconhecido como um dos maiores produtores de açúcar e etanol do mundo, está consolidando em 2025 sua liderança nas exportações desses produtos. Com uma estratégia voltada para o aproveitamento de mercados emergentes e o crescente apelo mundial por fontes energéticas mais limpas, o setor sucroenergético nacional vive um momento de forte expansão.
Açúcar: mais destinos, mais volume
Dados da Conab e da Unica apontam que o volume exportado de açúcar refinado e bruto aumentou 18% no primeiro semestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os principais destinos foram Índia, Nigéria, Arábia Saudita e Bangladesh, países que aumentaram significativamente suas compras diante de choques climáticos que reduziram a oferta interna.
Etanol ganha protagonismo como energia limpa
No caso do etanol, o crescimento das exportações está vinculado às metas globais de descarbonização. O RenovaBio e os Certificados de Descarbonização (CBIOs) ajudaram a posicionar o produto como uma opção viável e competitiva para países que buscam reduzir suas emissões. A Europa e o Japão são os novos mercados em destaque para o etanol brasileiro.
Investimentos e logística para manter o ritmo
O avanço das exportações exigiu também investimentos em infraestrutura logística. Novos terminais portuários estão sendo adaptados para agilizar o embarque de etanol a granel e ampliar a capacidade de escoamento do açúcar em sacaria. Além disso, empresas do setor têm intensificado a mecanização da colheita e a automação de processos industriais.
Projeções animadoras até o final do ano
Com a tendência de manutenção da demanda global, a expectativa é que o Brasil alcance um novo recorde histórico em exportações de açúcar e etanol até dezembro. Especialistas estimam uma receita de mais de US$ 20 bilhões para o setor em 2025.