Os preços dos ovos apresentaram queda em todas as regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) durante a primeira quinzena de julho. O movimento de retração é atribuido principalmente à diminuição da demanda provocada pelas férias escolares.
Com menor consumo, especialmente em instituições de ensino, muitos produtores se viram obrigados a conceder descontos para garantir a saída dos estoques. A estratégia, embora eficiente no curto prazo, aumenta a pressão sobre as margens já apertadas dos avicultores.
Clima contribui, mas não compensa
De acordo com os colaboradores do Cepea, o clima mais ameno em diversas regiões do país ajudou a reduzir a produção, mas não foi suficiente para reequilibrar o mercado diante da lentidão nas vendas.
A combinação de menor consumo com uma leve queda na oferta não gerou o equilíbrio esperado. Pelo contrário, o mercado segue com excesso de produto em relação à demanda efetiva. A expectativa é que, com o fim das férias e a retomada das aulas, haja um reaquecimento da demanda institucional, o que pode contribuir para uma estabilização nos preços.
Ajustes na produção como estratégia
Enquanto isso, muitos produtores avaliam ajustar os plantéis ou postergar alojamentos, como forma de conter perdas. Para os consumidores finais, o momento representa uma oportunidade de acesso a ovos com valores mais atrativos, ainda que isso represente desafios econômicos importantes para a cadeia produtiva.
Cenário de incerteza no segundo semestre
O setor aguarda também os desdobramentos da política econômica e do consumo doméstico no segundo semestre, que serão determinantes para o comportamento do mercado.