Cenario Rural

Tarifaço dos EUA pode elevar tributação da carne bovina brasileira para mais de 76%

frigorifico-carne

Setor alerta para inviabilidade econômica e risco de perdas bilionárias com a nova tarifa anunciada por Trump

A imposição da tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, poderá elevar a carga tributária total sobre a carne bovina brasileira exportada para o país para mais de 76%, segundo representantes da cadeia exportadora. A estimativa é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e foi divulgada após reunião com membros do governo federal.

A nova tarifa incidirá sobre uma lista de produtos brasileiros, com destaque para carnes desossadas congeladas, que já tinham carga de 36%. O acréscimo das novas alíquotas tornará os produtos brasileiros significativamente menos competitivos no mercado norte-americano. Segundo a Abrafrigo, esse cenário pode comprometer mais de US$ 1 bilhão em exportações apenas em 2025.

Reação do setor e busca por novos mercados

Diante do impasse, exportadores vên com preocupação a manutenção da tarifa por tempo indeterminado. “Com uma carga tributária tão alta, não há como manter as operações. Precisamos redirecionar parte das vendas para outros destinos”, afirmou um executivo do setor. O documento divulgado pela Abrafrigo reforça a necessidade de acelerar acordos comerciais com países como México, Chile, Índia e Rússia, que vêm ampliando sua participação no mercado internacional.

Impacto na cadeia produtiva e no emprego

A medida também preocupa pela possibilidade de provocar demissões em massa, já que o setor frigorífico é um dos maiores empregadores do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A pressão por renegociações com compradores internacionais e a dependência logística de determinados portos dificultam uma resposta imediata do setor.

Governo brasileiro prepara plano de contingência

O Ministério da Fazenda já está finalizando um plano de contingência para mitigar os efeitos do tarifaço sobre os setores mais prejudicados. Entre as medidas estudadas estão linhas de crédito especiais, desoneração temporária de insumos e priorização de acordos bilaterais com novos parceiros comerciais. Apesar das dificuldades, a equipe econômica descarta a adoção de medidas de retaliação.

 

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *