Cenario Rural

Brasil amplia rota da carne: 14 frigoríficos são auditados para acelerar crescimento em direção ao México

carneabiec

Crescimento acelerado no mercado mexicano

Em agosto, o México superou os Estados Unidos e se tornou o segundo maior destino da carne bovina brasileira entre os dias 1° e 25, foram exportadas 10.200 toneladas, equivalentes a US$ 58,8 milhões, contra 7.800 toneladas (US$ 43,6 milhões) para os EUA  . De janeiro a julho, os embarques ao México totalizaram 67.659 toneladas (US$ 365 milhões), triplicando o volume do mesmo período em 2024.

Tarifaço nos EUA impulsiona realinhamento comercial

A imposição de 50% de sobretaxa sobre a carne brasileira nos EUA provocou uma reorganização global das exportações, elevando o papel do México como alternativa estratégica. Analistas sugerem inclusive que o México poderia reexportar carne brasileira aos EUA, embora o governo mexicano negue essa intenção.

14 frigoríficos brasileiros sob auditoria sanitária

Autoridades mexicanas anunciaram que auditarão, em setembro, 14 frigoríficos brasileiros, incluindo unidades de grandes grupos como JBS, Marfrig e Minerva, buscando ampliar o número de plantas autorizadas a exportar ao país atualmente são 35.

Recalibragem estratégica para o agronegócio

A abertura ao México faz parte de uma estratégia mais ampla do agronegócio brasileiro. A missão ao país inclui negociações por um Acordo de Livre Comércio e a renovação do programa tarifário PACIC, que isenta insumos básicos no México. Projeções da consultoria Athenagro ainda mantêm a previsão de 7,5% de crescimento nas exportações de carne em 2025, mesmo com o impacto das tarifas americanas.
Frente ao choque tarifário dos EUA, o agronegócio brasileiro protagoniza um reposicionamento comercial de alto impacto. A ampliação do acesso ao mercado mexicano com frigoríficos em avaliação, protocolos sanitários e possíveis acordos comerciais confirma que o setor busca estabilidade, escala e competitividade em novos caminhos globais.
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