Cenario Rural

Etanol de milho no radar: R$ 40 bilhões em investimentos marcam nova era de biocombustíveis

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Panorama robusto da cadeia do milho

O setor de etanol de milho vive um momento estratégico. Os investimentos previstos para os próximos anos somam cerca de R$ 40 bilhões, consolidando o fomento à produção e a consolidação de novos polos industriais além da tradicional região Centro-Oeste. O crescimento da produção já supera os 30% na última safra, mostrando o potencial de expansão econômica sustentável da cadeia.

Paraná assume protagonismo sustentável

Um dos destaques recentes é o anúncio do Grupo Potencial, que investirá R$ 2 bilhões na construção da maior biorrefinaria de etanol de milho da região Sul e a maior fora do Centro-Oeste. Localizada em Lapa (PR), a usina terá capacidade para processar 3 mil toneladas de milho por dia, produzir 450 milhões de litros de etanol ao ano, além de gerar subprodutos com alto valor agregado, como farelo proteico para ração e óleo para biodiesel. A expectativa é gerar cerca de 1.500 empregos durante a construção e 300 postos fixos após o início das operações em 2028.

Política de apoio e aposta no futuro verde

A política pública também corrobora essa expansão. Embora menos divulgados, financiamentos importantes estão a caminho: o BNDES já liberou cerca de R$ 140 milhões para projetos no setor, além de apoio a usinas de segunda geração vindas de empresas como a GranBio. Essas iniciativas refletem o alinhamento com o RenovaBio, política nacional que busca acelerar a transição energética e descarbonizar o transporte no país.

O etanol de milho e seu papel socioeconômico

Além de ampliar a oferta energética, esses investimentos promovem a economia circular: geram renda, empregos, substituem importações, reduzem emissões de carbono e criam sinergias com o setor de transporte. Jataí (GO), por exemplo, já é considerada uma microrregião referência — com agricultura eficiente, silos de armazenagem e uma das usinas de etanol mais modernas do mundo.

A mobilização de R$ 40 bilhões, aliada ao protagonismo do Paraná e ao suporte técnico-financeiro da política pública, representa uma mudança de patamar no etanol de milho. O setor está saindo da condição de coadjuvante para ocupar posição estratégica na matriz energética brasileira — com soluções que envolvem tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico integrado.

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