Cenario Rural

Milhões de hectares a mais: defensivos agrícolas avançam com força no 1º semestre de 2025

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Expansão mais sólida no semestre

Entre janeiro e junho de 2025, a área tratada com defensivos agrícolas no Brasil evoluiu 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo mais de 1,1 bilhão de hectares, de acordo com estudo do Sindiveg e Kynetec Brasil. O crescimento foi puxado especialmente pelas culturas de milho e algodão de segunda safra, com aumento nas aplicações de inseticidas e fungicidas foliares.

Evolução expressiva desde o início do ano

No primeiro trimestre (até março), já havia sido registrado um avanço de 1,8% na área tratada, correspondente a 831 milhões de hectares, com volume de produtos aplicados crescendo 3,4% no segmento a bordo de herbicidas (42%), inseticidas (28%) e fungicidas (22%).

Recorde anual mantém o ímpeto

O ritmo de crescimento não é recente: em 2024, a área tratada com defensivos subiu 9,2%, chegando a 2,1 bilhões de hectares — o equivalente a 2,5 vezes a superfície do Brasil com volume utilizado crescendo 8,5%.

Receita em queda

Curiosamente, apesar da expansão territorial, o faturamento registrado diminuiu. No primeiro trimestre de 2025, o setor movimentou US$ 6,6 bilhões uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. A redução está diretamente relacionada à desvalorização do real e à queda dos preços dos defensivos.

Cultura e regionalidade no manejo

A adensação das aplicações (PAT) se distribui entre culturas predominantes como milho (36%), soja (35%) e algodão (13%), seguidas por pastagens, cana-de-açúcar, hortifrúti e outros. Geograficamente, Mato Grosso e Rondônia lideraram a participação (37%), seguidas das regiões da BAMATOPIPA, São Paulo, Minas Gerais e demais estados.

O uso crescente de defensivos agrícolas em 2025 revela o esforço do produtor brasileiro em proteger lavouras, adaptando-se às pressões fitossanitárias. No entanto, o cenário traz desafios como queda na receita e dependência de insumos, o que reforça a urgência de políticas que apoiem a transição para sistemas de manejo mais resilientes, equilibrando produtividade e sustentabilidade.

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