Nova fase no campo gaúcho
A Lactalis Brasil anunciou um aporte de R$ 100 milhões em 2025 para modernizar suas cinco fábricas no Rio Grande do Sul, localizadas em Ijuí, Santa Rosa, Teutônia, Três de Maio (com duas unidades) e Tapera. O anúncio foi feito durante a Expointer, em reunião com o governador Eduardo Leite, com o apoio à expansão reafirmando a importância estratégica do estado para o grupo.
Esse investimento atual se soma a um volume histórico de R$ 452 milhões já aplicados pelo grupo no RS, reforçando a posição de relevância da região no plano de expansão da Lactalis.
Contrastes e sinergias inter-regionais
Em paralelo, a Unidade do Paraná (fábricas de Carambeí, Londrina e Pato Branco) também está em expansão: há um investimento de R$ 285 milhões em modernização de linhas de produção para iogurtes, sobremesas, queijos, creme de queijo e bebidas lácteas. Esse aporte integra o programa Paraná Competitivo, e eleva o total investido no estado para R$ 682 milhões nos últimos 10 anos.
Impacto local: emprego, captação e logística
No estado gaúcho, a Lactalis capta centenas de milhões de litros de leite anualmente, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. A regionalização dessa modernização tende a fortalecer municípios menores, atrair talentos locais e ampliar oportunidades na cadeia produtiva.
O programa Paraná Competitivo, no caso paranaense, propicia incentivos fiscais e impulsiona inovação reflexo de parcerias público-privadas que aceleram o desenvolvimento do agronegócio nacional.
Contexto global e relevância empresarial
A Lactalis, multinacional francesa e maior grupo de laticínios do mundo, detém várias marcas icônicas no Brasil como Batavo, Parmalat, Elegê, Itambé e Président e opera com 23 fábricas e cerca de 13 mil funcionários no país. Sua presença reforça a inserção estratégica do setor lácteo nacional no mercado global.
O anúncio de investimento de R$ 100 milhões no Rio Grande do Sul, somado ao aporte contínuo no Paraná, revela um movimento declarado de comprometimento da Lactalis com o fortalecimento da cadeia produtiva leiteira nacional. Durante a crescente volatilidade global de preços e demanda, essa aposta indica confiança na capacidade brasileira de produção aliada à inovação e logística eficientes.