Cenario Rural

Brasil ganha fôlego com alta da demanda chinesa e vê EUA perderem espaço nas exportações de carne

Meat industry,meats hanging in the cold store. Cattles cut and hanged on hook in a slaughterhouse. Halal cutting.

Em meio a um cenário mundial volátil, o Brasil se reposiciona como protagonista no comércio global de carne bovina. A combinação de tarifas elevadas impostas pelos EUA, retração nas vendas a um dos principais mercados e uma crescente busca de alternativas tem provocado uma realocação estratégica das exportações brasileiras.

Recordes antes das tarifas

Em julho de 2025, o Brasil bateu um recorde mensal de exportações de carne bovina fresca, enviando 276,900 toneladas, quase 17% acima do volume registrado em julho de 2024. Esse pico ocorreu um dia antes da entrada em vigor de uma elevada tarifa de 50% aplicada pelos EUA, que já vinha impactando o fluxo de envio.

Queda abrupta nas exportações aos EUA

Após a sobretaxa, os embarques de carne brasileira aos EUA despencaram: de cerca de 47,800 toneladas em abril, passaram para apenas 9,700 toneladas em julho, uma queda dramática de 80% em três meses.
Empresas do setor projetam US$ 1 bilhão em perdas nos primeiros seis meses de 2025, resultado da inviabilidade de exportar com a nova tarifa.

México assume segundo lugar como importador

Com o enfraquecimento das vendas ao mercado norte-americano, o México emergiu como segundo maior destino da carne bovina brasileira, com mais de 10,200 toneladas exportadas entre 1º e 25 de agosto, superando os 7,800 toneladas enviadas aos EUA no mesmo período.
Esse movimento evidencia a capacidade de adaptação do agronegócio nacional e reforça a diversificação comercial.

Previsões otimistas do ano e expansão com a China

Apesar dos desafios com os EUA, o panorama geral segue promissor. O USDA projeta um crescimento de 3% nas exportações brasileiras em 2025, para um total estimado de 3,75 milhões de toneladas.
A China mantém-se como pilar estratégico, respondendo por 28% dos embarques brasileiros e sustentando a resiliência do setor frente às pressões tarifárias norte-americanas.

Panorama geral

Aspecto Destaques
Julho de 2025 Exportação recorde: 276.900 toneladas
Desabamento EUA Queda de 80% entre abril e julho
Perdas estimadas US$ 1 bilhão em exportações inviáveis
Diversificação México passa a ser segundo maior mercado
Cenário positivo global Previsão de 3% de alta nas exportações em 2025
China como pilar estratégico Crescente demanda impulsiona crescimento
Economia mais resiliente Menor dependência dos EUA e suporte chinês
WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *