Aperfeiçoamento industrial e fortalecimento da produção
O BNDES aprovou nesta semana um financiamento de R$ 451,7 milhões à Suzano, com o objetivo de modernizar e revitalizar diversas unidades industriais da companhia, entre elas as localizadas em Aracruz (ES), Limeira (SP), Mogi das Cruzes (SP), Mucuri (BA) e Três Lagoas (MS). Os recursos, provenientes do linha Finem e do Fundo Clima, fazem parte de um investimento total estimado em cerca de R$ 700 milhões. As intervenções incluem melhorias estruturais, ampliação da capacidade de armazenagem de resíduos industriais, modernização de processos produtivos e adoção de alternativas energéticas e logísticas visando maior eficiência e menor impacto ambiental.
Entre os projetos está o aumento de 200 mil m³ da capacidade de armazenamento de resíduos na unidade de Aracruz e a implementação de dragagem de lodo nas lagoas de tratamento de efluentes, garantindo melhor gestão dos resíduos gerados na produção de celulose. Já na planta de Limeira, os esforços visam reduzir o consumo de recursos energéticos e químicos, com a expectativa de eliminar o uso de gás natural.
Sustentabilidade, eficiência e geração de empregos
O financiamento aprovado pelo BNDES não beneficia apenas o maquinário ou a competitividade da empresa, mas também tem implicações relevantes para padrões ambientais e emprego. A modernização das fábricas e a adoção de práticas sustentáveis estão alinhadas aos compromissos da Suzano com metas de economia circular e redução de emissões.
Segundo a fonte, os projetos deverão gerar cerca de 670 empregos diretos durante a fase de implementação e mais 286 indiretos, o que representa impacto positivo no setor industrial e nas cadeias de fornecimento ligadas à produção de celulose.
Suzano no contexto global do setor de celulose
A Suzano já é reconhecida como a maior produtora mundial de celulose, com forte presença no mercado internacional e um histórico de investimentos significativos em inovação, sustentabilidade e expansão florestal.
Nos últimos anos, o BNDES tem mantido uma parceria estratégica com a empresa, aprovando diversos financiamentos como o programa florestal que viabiliza o plantio de eucalipto em centenas de milhares de hectares, e iniciativas de inovação florestal e manejo sustentável.
Esse novo aporte simboliza não apenas uma modernização industrial pontual, mas também a consolidação de um modelo produtivo que busca conciliar produtividade, eficiência e responsabilidade ambiental.