Cenario Rural

Ferrugem asiática da soja soma 214 casos no Brasil; Paraná lidera registros

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A ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais severas que podem afetar a cultura, já acumula 214 casos registrados no Brasil nesta safra 2025/26, e preocupa produtores por seu potencial de causar perdas de até 70% na produtividade quando não controlada.

Segundo dados do Consórcio Antiferrugem, o estado do Paraná lidera o ranking nacional, com 112 ocorrências confirmadas, mais da metade do total notificado até o momento.

Paraná no centro da preocupação

O Paraná, tradicionalmente um dos maiores produtores de soja do país, concentra o maior número de registros da doença nas lavouras, o que acende o sinal de alerta para os produtores locais e para técnicos agrícolas. A distribuição espacial dos casos indica maior pressão da doença em áreas com clima mais úmido e temperaturas favoráveis ao desenvolvimento do fungo.

O que é a ferrugem asiática

A ferrugem asiática — causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi — é considerada a principal ameaça fitossanitária da soja no Brasil. Ela provoca desfolha precoce, compromete o enchimento dos grãos e pode reduzir drasticamente o rendimento das lavouras se não for tratada adequadamente.

O fungo se espalha principalmente via esporos transportados pelo vento e se desenvolve em condições de alta umidade e temperaturas moderadas, comuns em muitos estados brasileiros durante o ciclo da soja.

Causas e fatores observados

Especialistas indicam que a ocorrência mais elevada no Paraná pode estar associada ao clima recente da região — com períodos de umidade prolongada — e à presença de soja voluntária em áreas de entressafra, funcionando como “ponte verde” que facilita a sobrevivência e propagação do fungo de uma safra para outra.

Manejo preventivo é essencial

Diante do avanço dos casos, técnicos recomendam uma série de práticas para reduzir o impacto da ferrugem asiática nas lavouras:

  • Cumprimento rigoroso do vazio sanitário, evitando a presença de plantas voluntárias de soja no período sem cultivo.

  • Semear dentro das janelas recomendadas de plantio, para minimizar o período de maior risco da doença.

  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes à ferrugem, quando disponível.

  • Aplicação criteriosa de fungicidas, alternando mecanismos de ação para reduzir a seleção de resistência.

  • Monitoramento constante das lavouras, para identificação precoce de pontos de infecção.

O que está em jogo

Sem manejo adequado, a ferrugem asiática pode comprometer significativamente o desempenho da safra de soja — uma das principais commodities do agronegócio brasileiro — impactando tanto a produtividade no campo quanto as perspectivas de mercado e exportação da oleaginosa.

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