Cenario Rural

Preços do boi gordo voltam a registrar altas; confira as cotações

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O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar movimento de alta nos preços ao longo da semana, após um período de acomodação em muitas praças brasileiras. Segundo consultores de mercado, esse comportamento reflete melhora no apetite comprador de alguns frigoríficos e ajustes nas escalas de abate, que têm favorecido negociações acima de R$ 300 por arroba em regiões importantes do país.

Arroba do boi gordo: média por estado

De acordo com o levantamento de cotações mais recente, a média da arroba do boi gordo ficou assim em algumas praças:

  • São Paulo: R$ 322,58 (ante R$ 321,67)

  • Goiás: R$ 308,39 (vs R$ 310,00)

  • Minas Gerais: R$ 308,53 (vs R$ 309,41)

  • Mato Grosso do Sul: R$ 307,95 (vs R$ 307,61)

  • Mato Grosso: R$ 299,15 (ante R$ 295,68)

O movimento de alta foi mais evidente em Mato Grosso, onde a arroba registrou ganho mais expressivo frente ao dia anterior, enquanto em outros estados o avanço foi mais moderado.

Mercado atacadista

No mercado atacadista de carne bovina, os preços estão acomodados nesta quarta-feira, com algumas referências ainda firmes:

  • Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo

  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo

  • Ponta de agulha: R$ 17,50 por quilo

O que está motivando a alta

Analistas apontam que a retomada de compras por frigoríficos de menor porte — em especial diante de escalas de abate mais curtas — tem sido um dos principais vetores de sustentação de preços no curtíssimo prazo. Essa dinâmica cria oportunidade de fechamento de negócios acima de patamares que sinalizam mais firmeza ao mercado pecuário.

Além disso, fatores estruturais como a oferta ainda ajustada de animais prontos para o abate e a busca por atendimento de contratos de exportação também contribuem para esse cenário mais positivo.

Todavia, o consultor ressalta que, na segunda quinzena do mês, a tendência é de menor pressão de alta, com possibilidade de recuo pontual dos preços no curtíssimo prazo, diante da competitividade de proteínas substitutas (como frango e suínos) que recuperaram parte de suas posições de preço no início de 2026.

Câmbio também influencia

O dólar comercial encerrou a sessão em queda, sendo negociado perto de R$ 5,32 — movimento que pode reduzir o impulso dado pela competitividade cambial ao produto brasileiro no exterior.

Perspectivas para os próximos dias

Embora os preços tenham voltado a registrar altas recentemente, o mercado de boi gordo permanece sensível a fatores como demanda interna, custo de produção e cenário exportador no início de 2026. A expectativa agora é que o ambiente de negócios mantenha certa volatilidade, com oscilações de preço dependendo da dinâmica de compras entre frigoríficos e produtores ao longo da semana.

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