O Brasil pode ampliar sua presença no mercado da União Europeia em 543 produtos diferentes no momento em que o acordo comercial entre o Mercosul e a UE entrar em vigor, aponta um levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O estudo da agência identifica janelas de exportação com desgravação tarifária imediata — ou seja, sem tarifas de importação — para centenas de itens, abrindo espaço para que o país diversifique sua pauta exportadora e aumente a competitividade em setores além dos tradicionais commodities.
O que o levantamento mostra
Segundo a ApexBrasil, os 543 produtos com potencial de expansão nas vendas ao bloco europeu representam um total de importações anuais de cerca de US$ 43,9 bilhões pelos países da UE entre 2020 e 2024 — dos quais o Brasil atualmente responde por aproximadamente US$ 1,1 bilhão no período analisado.
Desses produtos, 244 são classificados como “produtos de abertura”, ou seja, segmentos em que o Brasil ainda não possui participação significativa nas importações europeias, apesar de ter competitividade global para competir e ganhar espaço no mercado.
Setores com mais oportunidades
A análise indica que as oportunidades abrangem diversos setores, incluindo:
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Indústria — máquinas, equipamentos e bens manufaturados;
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Produtos químicos — óleos essenciais e compostos com participação relevante na pauta importadora da UE;
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Produtos alimentícios e agroindustriais — frutas, sementes, óleos brutos e outros itens de valor agregado;
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Materiais em bruto e insumos agrícolas.
Por que isso importa
A União Europeia é um dos maiores blocos econômicos do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores e um PIB agregado superior a US$ 22 trilhões, segundo estimativas de análises sobre o acordo Mercosul-UE.
A eliminação ou redução de tarifas para esses produtos facilitaria o acesso de empresas brasileiras ao mercado europeu, reduzindo custos e aumentando a competitividade, especialmente em segmentos não-tradicionais de exportação.
Ainda depende de ratificação
Embora o acordo já tenha sido formalizado entre os blocos, sua entrada em vigor depende da ratificação pelos parlamentos dos países membros do Mercosul e da União Europeia. Enquanto isso, entidades como a **ApexBrasil e parlamentares brasileiros articulam missões à Europa para acelerar essa aprovação e evitar atrasos prolongados no processo de implementação.
Impacto para o agronegócio
O agronegócio brasileiro, um dos principais pilares das exportações nacionais, também está entre os setores beneficiados pelo acordo, com produtos como carnes, açúcar, etanol, frutas tropicais e outros itens agrícolas listados entre os que poderão ter acesso ampliado ao mercado europeu sem ou com tarifas reduzidas.
A eliminação ou redução de tarifas para esses produtos facilitaria o acesso de empresas brasileiras ao mercado europeu, reduzindo custos e aumentando a competitividade, especialmente em segmentos não-tradicionais de exportação.
Ainda depende de ratificação
Embora o acordo já tenha sido formalizado entre os blocos, sua entrada em vigor depende da ratificação pelos parlamentos dos países membros do Mercosul e da União Europeia. Enquanto isso, entidades como a **ApexBrasil e parlamentares brasileiros articulam missões à Europa para acelerar essa aprovação e evitar atrasos prolongados no processo de implementação.
Impacto para o agronegócio
O agronegócio brasileiro, um dos principais pilares das exportações nacionais, também está entre os setores beneficiados pelo acordo, com produtos como carnes, açúcar, etanol, frutas tropicais e outros itens agrícolas listados entre os que poderão ter acesso ampliado ao mercado europeu sem ou com tarifas reduzidas.