O preço do suíno vivo no mercado nacional brasileiro registrou uma queda acumulada de até 20% ao longo de janeiro de 2026, segundo dados mais recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A tendência de baixa começou há cerca de três semanas e tem levado muitos produtores a **negociarem animais a valores próximos — ou até inferiores — aos praticados na produção integrada.
Queda pressiona suinocultores independentes
Tradicionalmente, os preços do suíno vivo no mercado independente operam acima dos valores da produção integrada, já que os custos de produção são normalmente mais elevados nesse modelo. No entanto, com os preços convergindo para patamares semelhantes ou inferiores ao modelo integrado, há maior pressão sobre a rentabilidade dos suinocultores independentes, que têm menos margem de negociação diante da demanda e da oferta atuais.
Fatores que influenciam os preços
Analistas apontam que, além da própria dinâmica de oferta e demanda no mercado interno, fatores como a demanda mais moderada no início do ano, típica do período pós-festas, influenciam a queda de preços no curto prazo. Mesmo com boas perspectivas de exportação de carne suína para 2026, os preços do suíno vivo chegaram a sofrer forte desvalorização no início do mês em função desse cenário de curta prazo no mercado doméstico.
Competitividade da carne suína brasileira
Apesar da queda dos preços internos do suíno vivo no início de 2026, o Brasil manteve boa competitividade global na exportação da carne suína em 2025, com preços médios bastante atrativos em mercados externos. A média de preço da carne suína brasileira exportada foi de US$ 2,57 por quilo, mantendo posição de destaque frente a concorrentes internacionais.