O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,41% em janeiro de 2026, revertendo a leve queda de 0,01% em dezembro de 2025, conforme dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os itens que mais pressionaram o índice para cima estão os preços da carne bovina, além do minério de ferro e do tomate, que impactaram tanto o segmento produtivo quanto o alimentício.
O resultado coloca o IGP-M com acumulação de 0,41% no ano, embora o índice apresente queda de 0,91% nos últimos 12 meses, refletindo o ambiente de preços mais contido nos últimos meses.
O que é o IGP-M e por que importa
O IGP-M é um índice de inflação bastante utilizado no Brasil para reajuste de contratos de aluguel, tarifas públicas e serviços, além de servir como referência de inflação para diversos segmentos econômicos. Ele é calculado pela FGV com base em três componentes principais:
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IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo) — que representa cerca de 60% do índice e captura variações de preços no atacado;
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IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor) — com peso de 30%, medindo variação no varejo;
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INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) — com 10%, ligado ao custo da construção civil.
A alta observada em janeiro indica pressões inflacionárias nos preços ao produtor e ao consumidor, ainda que o cenário geral na economia mostre um índice acumulado negativo no último ano.
Por que o preço da carne bovina pesou no IGP-M
Segundo a análise dos dados, um dos destaques entre os itens que contribuíram para o avanço do IGP-M foram os preços da carne bovina, que têm se mantido relativamente firmes no início de 2026. Esse comportamento está alinhado com a oferta ajustada no campo e a demanda sustentada por parte de frigoríficos e parte da demanda doméstica, que têm pressionado altas na carne bovina no atacado e no mercado físico.
Esse movimento tende a ser acompanhado de perto por analistas e agentes do mercado, já que o IGP-M influencia decisões de investimentos e ajustes de contratos ao longo do ano.