O Brasil deve colher uma safra recorde de café em 2026, segundo projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa reflete um aumento significativo da produção, impulsionado por clima favorável e maior área plantada em regiões produtivas, consolidando o país como maior produtor mundial da commodity.
Projeção de produção
O aumento da produção é atribuído principalmente às condições climáticas favoráveis durante o ciclo da planta, que permitiram melhor enchimento dos grãos e maior produtividade por hectare. Além disso, a expansão de áreas plantadas em estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia contribuiu para elevar o total esperado de café colhido.
Impacto por tipo de café
A Conab aponta que tanto o café arábica quanto o café conilon devem registrar incrementos na produção, embora em proporções distintas. O arábica — responsável pela maior parte da produção brasileira — deve ser beneficiado pela boa distribuição de chuvas e manejo adequado no campo, enquanto o conilon também deve ter crescimento em áreas estruturadas no Norte e no Nordeste do país.
Consequências para o mercado interno
Uma safra mais robusta tende a aumentar a oferta disponível no mercado interno, o que pode exercer pressão de baixa sobre os preços domésticos, especialmente se a demanda consumir volumes semelhantes aos das safras anteriores. Esses efeitos podem ser notados nos mercados de café verde, torrado e moído, influenciando as negociações ao longo de 2026.
Efeitos sobre as exportações
No cenário de oferta abundante, as exportações brasileiras de café podem ganhar fôlego, especialmente se os mercados internacionais mantiverem demanda firme. Com uma safra recorde, empresas exportadoras e tradings terão mais volume para negociar contratos de longo prazo, ampliando a presença do café brasileiro em destinos estratégicos na Europa, Ásia e América Latina.
Perspectivas e desafios
Apesar das boas perspectivas de produção, especialistas alertam que fatores como logística, mão de obra no período de colheita e qualidade do grão serão determinantes para que o Brasil transforme a safra recorde em vantagens econômicas concretas no mercado global. A infraestrutura de exportação e escoamento interno, especialmente nos principais portos, também será um elemento chave para garantir competitividade.