O mercado brasileiro de soja voltou a operar após o feriado de Carnaval com ritmo mais lento e cotações mistas, refletindo a retomada das negociações no físico e ajustes no mercado futuro internacional, de acordo com análises de mercado.
Mercado físico com poucos negócios
Após o período de festas, o mercado físico de soja no Brasil apresentou negócios pontuais e oferta reduzida, já que muitos produtores estavam concentrados nos trabalhos de colheita. Nesse contexto, os preços variaram de região para região, com pouca pressão definindo um movimento claro de alta ou baixa.
Em praças observadas próximo ao Carnaval, as cotações ficaram em níveis como (valores aproximados):
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Passo Fundo (RS): cerca de R$ 125 por saca;
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Santa Rosa (RS): cerca de R$ 126 por saca;
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Cascavel (PR): cerca de R$ 119 por saca;
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Rondonópolis (MT): cerca de R$ 107 por saca;
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Dourados (MS): preço próximo a R$ 111 por saca;
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Rio Verde (GO): em torno de R$ 109 por saca;
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Paranaguá (PR): cerca de R$ 129 por saca;
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Rio Grande (RS): cerca de R$ 130 por saca.
Esse cenário de valores está relacionado ao ritmo parado de negociações durante o feriado prolongado e retomada gradual das operações, com compradores e vendedores ajustando posições conforme a colheita avança.
Bolsas e câmbio influenciam
No período imediatamente anterior ao Carnaval, o mercado futuro de soja em Chicago registrou realização de lucros após recentes máximas, o que contribuiu para ajustes nos preços internacionais antes da pausa do feriado. Os contratos futuros fecharam em leve baixa na véspera, com os vencimentos sendo negociados em níveis mais baixos após o movimento de realização.
O câmbio também teve influência, com o dólar comercial sendo cotado próximo a R$ 5,23 na véspera da interrupção das negociações — cenário que afetou a formação de preços domésticos da oleaginosa.
Colheita e oferta no Brasil
A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 avançou em ritmo inferior à média histórica até meados de fevereiro, refletindo também condições climáticas que atrasaram parte dos trabalhos no campo. Essa condição de oferta ainda em formação tende a manter o mercado físico com negociações pontuais e preços sem direção definida no curto prazo.