O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima da referência média em algumas praças do país, refletindo principalmente a oferta restrita de animais terminados para abate. O cenário tem levado frigoríficos a pagarem valores maiores em determinados negócios para garantir a compra de gado.
Oferta limitada sustenta preços
Segundo analistas do setor pecuário, a disponibilidade de animais prontos para o abate segue limitada neste início de ano, o que mantém as escalas de abate relativamente curtas em diversas regiões produtoras. Esse quadro força as indústrias frigoríficas a realizarem compras acima da referência em negociações pontuais para atender à demanda.
Especialistas destacam que o primeiro trimestre costuma apresentar oferta mais enxuta de boiadas terminadas, o que contribui para sustentar as cotações da arroba no mercado físico.
Preço médio da arroba do boi
Entre as principais praças pecuárias do país, as indicações médias para a arroba ficaram nos seguintes patamares:
- São Paulo: R$ 349,83
- Goiás: R$ 330,18
- Minas Gerais: R$ 344,41
- Mato Grosso do Sul: R$ 339,89
- Mato Grosso: R$ 338,04
Esses valores refletem o momento de mercado firme, mesmo com negociações ocorrendo de forma pontual em algumas regiões.
Mercado atacadista mostra estabilidade
No mercado atacadista de carne bovina, os preços seguem estáveis, apesar da expectativa de maior circulação de renda com o pagamento de salários. Analistas avaliam que o alto nível de preços da carne bovina ainda limita o consumo de parte da população brasileira.
Entre os principais cortes no atacado, os valores seguem nos seguintes níveis:
- Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo
Mercado segue atento à oferta
Para as próximas semanas, o comportamento da oferta de animais terminados e da demanda por carne bovina continuará sendo determinante para o rumo das cotações. A expectativa do setor é de que a restrição de oferta ainda mantenha o mercado firme no curto prazo.