Após dois meses de endurecimento comercial com tarifas elevadas contra produtos brasileiros, o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que há avanços nas negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, parte dos produtos originalmente submetidos ao “tarifaço” de 50% já teve a sobretaxa reduzida em novas negociações que se seguiram ao encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU.
Alckmin comentou que produtos como madeira macia e serrada — que antes estavam sujeitos à alíquota de 50% — passaram para 10%. Já móveis, armários e sofás foram recalculados para 25%. Ele explicou que essas alterações foram possíveis dentro da aplicação da Seção 232 da Lei de Comércio dos EUA, que trata de medidas sobre segurança nacional e permite taxar produtos de forma generalizada.
Ele disse que a conversa de Lula com Trump em Nova York foi um “primeiro passo importante” e expressou convicção de que “próximos passos” virão. Alckmin ressaltou que, para o Brasil, não faz sentido manter taxas tão elevadas quando os EUA têm superávit comercial na relação com o Brasil.
Ainda de acordo com Alckmin, a retirada desses segmentos do tarifaço representa um alívio significativo para o Brasil no comércio exterior — calculou que essa reversão corresponde à exclusão de US$ 370 milhões em produtos exportados brasileiros.
Ele também revelou que atua como interlocutor direto nos EUA para essas negociações, mantendo diálogo com o secretário de Comércio norte-americano Howard Lutnick e prometeu que Lula e Trump devem realizar novo encontro (virtual ou presencial) para dar continuidade ao tema.