Cenario Rural

Algodão segue em desvalorização: preços recuam pelo terceiro mês consecutivo

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Tabela de preços registra nova retração

Pelos dados do Cepea, os preços do algodão em pluma recuaram novamente em agosto marcando o terceiro mês consecutivo de queda. O índice CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias fechou o mês a R$ 3,9068 por libra-peso, queda de 5,49% em relação ao final de julho. A média mensal ficou em R$ 3,9737, ou 3,49% abaixo de julho/2025 e 3,44% inferior ao mesmo período de 2024 o menor valor, em termos reais, desde novembro de 2024.

Contexto de queda: oferta alta e mercado travado

A baixa se deve a uma combinação de fatores:

  • Cotação internacional desvalorizada, reduzindo a paridade de exportação;

  • Safra 2024/25 entrando no mercado de forma tímida, com restrição de oferta especialmente em fibras de maior qualidade;

  • Pressão vendedora por liquidez, com produtores priorizando cumprimento de contratos a termo ou levantamento de caixa.

Safra robusta e exportações resilientes

A produção brasileira de algodão pluma em 2024/25 está estimada em 3,94 milhões de toneladas alta de 6,3% em relação à safra anterior, impulsionada pelo crescimento de área plantada (2,09 milhões de hectares) e leve queda (0,9%) na produtividade (1.887 kg/ha).

Nas exportações, o desempenho continua expressivo. Do início da temporada até a primeira semana de junho, o Brasil exportou 2,61 milhões de toneladas, apenas 3% a menos que o total de 2023/24.

Preço em baixa, produção em alta, desafios à frente

O algodão brasileiro enfrenta uma fase de preços em queda, impulsionada por maior oferta interna, safra robusta e condições adversas no mercado externo. Mesmo assim, a estrutura produtiva se mostra resiliente, principalmente em exportações. O cenário nos próximos meses dependerá da retomada da liquidez do mercado mundial e da resposta dos produtores nas negociações de novos contratos.

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