Cenario Rural

BR do Mar: regulamentação promete corte de até 60% nos custos logísticos e fortalece cabotagem brasileira

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Nova fase do programa mira competitividade, descarbonização e retomada da indústria naval

Brasília, 16 – O governo federal regulamentou nesta terça-feira (16) o programa BR do Mar, em um movimento que promete redesenhar a logística nacional e fortalecer a navegação de cabotagem como pilar estratégico do transporte de cargas no Brasil. A medida, anunciada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, prevê uma redução de custos logísticos entre 20% e 60% e potencializa o uso dos mais de 8 mil km de litoral brasileiro como verdadeira rodovia marítima.

Cabotagem como solução logística

Segundo Costa Filho, o decreto foi elaborado em diálogo com sindicatos, entidades do setor produtivo e a indústria naval, sendo considerado um marco regulatório para destravar investimentos e ampliar a eficiência da logística portuária nacional. “A BR do Mar vai fazer com que possamos utilizar os nossos mares e rios como um grande eixo de integração nacional. A expectativa é dobrar o número de contêineres movimentados, passando de 1,2 milhão para 2 milhões por ano”, destacou.

Menos caminhões, mais sustentabilidade

O programa também dialoga com a agenda de sustentabilidade do governo. Ao incentivar o transporte marítimo, considerado menos poluente que o rodoviário, o BR do Mar se alinha às metas brasileiras de redução das emissões de carbono. A cabotagem, por emitir até cinco vezes menos CO2 por tonelada transportada do que o modal rodoviário, ganha relevância na transição verde da logística.

Impacto econômico e retomada da indústria naval

Com o novo marco, espera-se também a retomada de estaleiros e o fortalecimento da indústria naval nacional, que sofre com baixíssimos níveis de operação desde 2014. O BR do Mar deve fomentar a construção de embarcações e gerar empregos diretos e indiretos em polos industriais como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

“A regulamentação representa não apenas um ganho logístico, mas também estratégico para o desenvolvimento industrial do país”, disse Costa Filho. “Estamos promovendo uma revolução silenciosa na infraestrutura, conectando regiões e gerando riqueza.”

Próximos passos e integração intermodal

Com a regulamentação em vigor, o Ministério dos Portos e Aeroportos planeja expandir a integração intermodal no país, promovendo a conexão entre os portos e ferrovias e hidrovias para garantir fluidez na logística de exportação e abastecimento interno. A ausência do presidente Lula na cerimônia foi justificada por reunião com dirigentes dos bancos públicos.

 

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