Café: firmeza em destaque
O contrato futuro de café arábica negociado na B3 (ICF) inicia a sessão desta segunda-feira (18/08/2025) em terreno positivo, refletindo expectativas de menor oferta no curto prazo. Fatores como clima irregular em áreas produtoras e ajustes nos estoques certificados continuam pressionando os preços, que buscam sustentação em patamares mais altos. A valorização recente também é impulsionada pela demanda externa aquecida e pela retração de produtores em vender grandes volumes.
Soja: influência de Chicago e câmbio
A soja registra volatilidade, acompanhando as oscilações da Bolsa de Chicago (CBOT). A previsão de clima mais favorável nos Estados Unidos tende a limitar ganhos, mas a valorização do dólar frente ao real sustenta prêmios nos portos brasileiros. O mercado também avalia a expectativa de exportações firmes para a China, mantendo a oleaginosa em posição de equilíbrio, com suporte para preços internos.
Milho: pressão da colheita e exportações em foco
O milho segue sob pressão com o avanço da colheita da segunda safra no Centro-Oeste. A maior oferta momentânea gera ajustes de curto prazo, mas as exportações permanecem como fator de sustentação, especialmente diante da demanda externa firme. A Conab projeta embarques próximos de 40 milhões de toneladas em 2025, o que reforça a atratividade do cereal nos portos.
Açúcar: suporte internacional
O açúcar bruto na Bolsa de Nova York opera próximo de 20 centavos de dólar por libra-peso, refletindo expectativas de menor produção na Índia e na Tailândia. No Brasil, os preços internos seguem acompanhando a paridade de exportação, enquanto o setor avalia o ritmo da moagem da cana no Centro-Sul. A tendência de curto prazo ainda é de firmeza, especialmente se o petróleo mantiver valorização, estimulando maior direcionamento da cana para o etanol.
Perspectiva final
O mercado de commodities agrícolas inicia a semana marcado pela combinação de fundamentos internos e externos. Café se destaca pela alta consistente, soja e milho operam sob influência do câmbio e da safra norte-americana, enquanto o açúcar encontra suporte no cenário global de oferta restrita.
Fontes: TradingView, Conab, Cepea, Reuters