Leve recuperação mensal, mas queda no comparativo anual
Nos Estados Unidos, o uso de milho para produção de etanol em julho de 2025 atingiu 456 milhões de bushels, equivalentes a 11,58 milhões de toneladas, conforme relatado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) . O volume representa uma alta de 2% em relação a junho, mas queda de 6% frente a julho de 2024, indicando um arrefecimento no consumo do grão para a produção de biocombustível.
Considerando todos os usos do milho incluindo etanol e outras finalidades — o consumo total foi de 12,85 milhões de toneladas, mantendo o mesmo movimento: aumento de 2% frente ao mês anterior e queda de 6% no comparativo anual.
Contexto e comportamentos do setor
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Demanda por etanol permanece elevada, mas mostra sinais de saturação após meses intensos de uso e política de subsídios nos EUA.
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A alta na comparação mensal sugere estabilização ou leve retomada do ritmo, enquanto a queda anual pode refletir menor viabilidade econômica, competição com outros biocombustíveis ou mudanças regulatórias.
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Esses dados oferecem um alerta aos produtores brasileiros e aos mercados globais de milho, que acompanham de perto as tensões entre oferta, demanda e política energética americana.
O recuo de 6% no uso de milho para etanol em julho mostra que a expansão da demanda no setor pode estar desacelerando, mesmo com um pequeno aumento no consumo mensal. Para o agronegócio brasileiro, isso exige atenção estratégica: ajustar a oferta, acompanhar os desdobramentos regulatórios e mapear oportunidades em mercados diversificados pode ser essencial para bem aproveitar essa oscilação.