Mercado observa menor oferta de animais para abate
Os preços dos animais para abate continuam em patamares elevados em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Isso ocorre em meio a escalas de abate mais curtas que as registradas na semana anterior — o que intensifica a necessidade de compra dos frigoríficos e mantém a pressão por reajustes.
Em São Paulo, por exemplo, os negócios vêm ocorrendo majoritariamente na faixa de R$ 310 a R$ 315 por arroba, porém pecuaristas ainda resistem em vender por menos de R$ 320/@.
Atacado de carne também registra ganhos, mesmo com demanda mais fraca
No atacado da Grande São Paulo, o preço da carne bovina mostra reajustes positivos ao longo deste mês — apesar de estarmos em período tradicionalmente de menor consumo no varejo. O cenário é explicado pela baixa oferta dos frigoríficos aos atacadistas, o que impede queda de preços mais acentuada.
Fatores que sustentam a firmeza e o que acompanharem
Entre os principais vetores de sustentação estão: a escassez de animais terminados, que encurta a escala de abate; a necessidade de compra imediata pelos frigoríficos para manter o ritmo de produção; e a resistência dos pecuaristas em reduzir preços. Esses elementos combinados evitam queda de preços nesse momento.
No entanto, permanece atenção sobre alguns sinais de risco: caso haja aumento súbito da oferta de bois terminados ou recessão mais forte no consumo, o mercado poderá ver maior pressão de estabilidade ou até reversão de tendência.