Cenario Rural

Estratégias de manejo da pastagem no período seco do ano

forrageira

O período seco do ano, marcado pela queda no volume de chuvas, temperaturas mais baixas e menor luminosidade e, com isso, menor disponibilidade de forragem aos animais e queda no valor nutricional do capim.

Dados históricos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), relacionados aos volumes de chuva e média de temperatura para o período seco do ano (maio-setembro), mostram esse momento crítico para a atividade pecuária.

Entretanto, citamos algumas estratégias que amenizam os efeitos deste período para a produção animal a pasto.

Vedação de pastagens

A técnica consiste no descanso de uma parte da área de pastagem da propriedade, antes do término do período chuvoso, com o objetivo de acumular e transferir a forragem que consumirá no período de seca pelos animais.

No entanto, a área selecionada geralmente não participa do pastejo de verão e a escolha realizada, no terço final do período das águas. Durante o período de seca, a área é ofertada ao gado de maior demanda nutricional.

Deve-se tomar cuidado com o tempo de vedação para evitar crescimento demasiado e possibilidade de acamamento, além do acúmulo da biomassa desejada. Portanto, a época e a escolha da pastagem vão depender de fatores que mudam conforme a região.

Ou seja, as plantas mais indicadas para vedação são aquelas de baixo acúmulo de talos e boa retenção de folhas verdes. As espécies mais utilizadas são as do gênero Brachiarias e Cynodons (Embrapa).

Redução da lotação animal

A taxa de lotação representa o número de animais dividido pela área pastejada. Contudo, ela determinará a capacidade de suporte da pastagem exercida naquela área e deve manter sempre dentro de uma faixa de amplitude ótima de utilização.

Ajustar a carga animal é uma ferramenta essencial no período das secas. Mas, manter uma alta taxa de lotação durante o período crítico diminui a capacidade de suporte do pasto, reduzindo os ganhos por animal. A associação da redução da oferta de forragem e da lotação animal pode melhorar os ganhos por animal na seca.

No entanto, outra estratégia que pode ser consorciada à lotação animal é a rotação da pastagem, com a divisão da área total de pastejo, promovendo momentos de pastejo e descanso em cada subdivisão, permitindo a recuperação e rebrota do pasto.

Suplementação mineral

Com a seca, há uma queda na qualidade nutricional do capim. Suplementar a dieta do rebanho para repor as exigências nutricionais aumenta o consumo total de energia e gera uma substituição parcial no consumo do pasto.

Portanto, as metas produtivas e a qualidade do pasto determinarão o nível e o período de suplementação do rebanho.

Existem no mercado diferentes tipos de suplementos minerais: de pronto uso, proteicos, proteico-energéticos, núcleos, com ureia, concentrados ou para mistura.

Cada um tem uma composição diferente e, seu uso ou não, deve levar em consideração os custos, a necessidade nutricional do animal e o retorno esperado pelo produtor.

 

Fonte: Portal DBO

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