Demanda internacional aquecida e ampliação de mercados sustentam desempenho do estado
Em novembro de 2025, o estado de Mato Grosso registrou o maior volume mensal de exportações de carne bovina in natura já contabilizado em sua série histórica, com 112,81 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) embarcadas. O resultado representa um acréscimo moderado de cerca de 4,5 % em relação a outubro do mesmo ano, indicando uma sequência de envios com ritmo sólido mesmo diante de desafios logísticos e volatilidade do mercado global de proteínas.
Os dados foram obtidos a partir de análises semanais do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e refletem o auge da atuação de Mato Grosso como um dos principais estados exportadores de carne bovina no Brasil, contribuindo decisivamente para o desempenho nacional no setor. O volume embarcado no mês também fortalece a posição estratégica do estado no comércio internacional de proteína animal e confirma a relevância de sua pecuária para o agronegócio brasileiro.
Acumulado anual indica avanço expressivo frente ao ano passado
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações de carne bovina de Mato Grosso somaram 867,72 mil toneladas em equivalente carcaça, um crescimento de quase 24 % em relação ao mesmo período de 2024, que já tinha sido considerado recorde para o estado. Essa expansão no total embarcado revela não apenas a capacidade produtiva mato-grossense, mas também a competência logística e comercial junto a mercados externos.
Boa parte desse incremento nas exportações se deve à intensificação de envios para destinos como China, Rússia e Chile, países que aumentaram sua participação nas compras ao longo de 2025, refletindo tanto o fortalecimento de acordos comerciais quanto a crescente preferência por carnes bovinas brasileiras em circuitos internacionais.
Competitividade e participação externa no curto prazo
O desempenho de Mato Grosso em 2025 segue um movimento mais amplo do Brasil de expansão de exportações de carne bovina, que vem crescendo ao longo do ano. No cenário nacional, os embarques totais de carne fresca e congelada em 2025 também apresentam tendência de alta diante do que foi registrado no ano anterior, impulsionados pela recuperação da demanda global e pela diversificação de mercados.
Mesmo assim, operadores de comércio exterior e agentes logísticos sinalizam que, nos próximos dias e semanas, a manutenção de escalas de embarque dependerá de variáveis como custo do frete, sincronização entre frigoríficos e terminais portuários, além da dinâmica cambial. Movimentos de alta no dólar ou ajustes na matriz de transporte podem influenciar o preço final e, consequentemente, os volumes embarcados em curto prazo.
Outro ponto de atenção para o mercado é a necessidade de manutenção dos padrões sanitários e de rastreabilidade exigidos por compradores internacionais — requisitos cada vez mais rigorosos que impactam diretamente a velocidade de desembaraço nos portos e a competitividade da carne brasileira no exterior.