Cenario Rural

Feijão reage no mercado e atinge maiores preços desde abril de 2025

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Os preços do feijão no mercado brasileiro voltaram a registrar forte reação de alta neste início de ano, com cotações do feijão carioca e do feijão preto alcançando seus maiores níveis desde abril de 2025, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Menor oferta impulsiona cotação

A principal razão por trás dessa valorização é a menor oferta disponível no mercado físico — reflexo da redução de grãos disponíveis da primeira safra e das incertezas quanto à área plantada e à produtividade da segunda safra, que ainda está em fase de desenvolvimento.

No caso do feijão carioca, lotes de melhor qualidade (notas 9,0 ou superiores) atingiram valores médios mais elevados, enquanto grãos com notas 8,0 e 8,5 voltaram a ser negociados nos maiores patamares desde abril de 2025. O feijão preto também registrou comportamento semelhante, com preços firmes diante da disputa por lotes disponíveis.

Demanda ativa e competição por lotes

A escassez de oferta estimula maior competição entre compradores, tanto no atacado quanto no varejo, o que tem sustentado o movimento de alta nos preços. Essa dinâmica pode incentivar produtores a priorizarem o plantio da segunda safra, caso as condições climáticas e agrícolas se mantenham favoráveis.

Possíveis impactos na cadeia

Produtores: a elevação dos preços pode melhorar a margem de comercialização, principalmente para quem segurou grãos da safra anterior.
Consumidores: o movimento de valorização no mercado físico tende a refletir, com algum lag, nos preços ao consumidor final e no atacado de abastecimento.
Segunda safra: a atratividade de preços pode estimular investimentos em sementes e insumos agrícolas, desde que haja boa previsão climática e manejo adequado das lavouras.

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