Haddad reforça foco em apoio aos mais vulneráveis do agro
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência elaborado pelo governo para mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos priorizará os pequenos produtores brasileiros. Segundo ele, essa é uma orientação central do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanha de perto a elaboração das medidas.
Pequenos produtores no centro da estratégia
Haddad destacou que os pequenos produtores não possuem estrutura para lidar com as consequências de barreiras comerciais internacionais, como as tarifas de 50% impostas por Donald Trump a produtos brasileiros. “Eles não têm como se proteger sozinhos de uma medida tão abrupta. O governo está preparando uma resposta à altura, com foco nesses grupos”, declarou.
Três ministérios articulados
A elaboração do plano de contingência envolve uma articulação direta entre os Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores. As propostas têm como base experiências recentes de negociações com países como Vietnã, Filipinas, Indonésia e Japão, buscando abrir novos mercados e amortecer as perdas comerciais.
Governadores também se mobilizam
O ministro também elogiou a iniciativa de alguns governadores que anunciaram linhas de crédito emergenciais para setores atingidos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que liberou R$ 200 milhões em financiamento. Apesar de reconhecer o gesto, Haddad alertou que a dimensião do impacto exige ações federais mais robustas.
Data limite se aproxima
As tarifas norte-americanas entram em vigor em 1º de agosto, o que pressiona o governo a apresentar uma solução nas próximas semanas. “Estamos correndo contra o tempo para evitar que milhares de pequenos produtores sejam jogados na informalidade ou saiam do mercado”, concluiu Haddad.