Cenario Rural

Início de outubro registra leves ganhos nas cotações da soja em meio a oferta contida

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Alta pontual reflete suporte externo e movimentações estratégicas

No primeiro dia útil de outubro, as cotações da soja experimentaram um leve giro de alta, impulsionadas por um suporte vindo da Bolsa de Chicago e por pequenas movimentações de mercado — embora sem nenhuma mudança agressiva ou rompimento expressivo. Segundo análise da Canal Rural, essa modesta valorização reflete uma combinação de otimismo cauteloso com o cenário externo e contenção na oferta nacional.

Cotações em praças brasileiras: leves ajustes regionais

No mercado interno, os preços apresentaram variações pontuais nas principais praças. Em Passo Fundo (RS), o grão permaneceu estável em R$ 129,00; já em Cascavel (PR) houve elevação de R$ 129,00 para R$ 131,00. Em Rondonópolis (MT), a soja subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Por outro lado, em Rio Verde (GO) registrou-se leve recuo, de R$ 120,50 para R$ 120,00. Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os preços também se mantiveram próximos dos patamares da véspera.

Soja em Chicago: alta em meio a notícias geopolíticas

No mercado internacional, os contratos futuros da soja com entrega em novembro encerraram em US$ 10,13 por bushel, refletindo alta de 1,12% (11,25 centavos), com influência de declarações do presidente dos EUA relacionadas às negociações entre EUA e China. A posição janeiro também registrou valorização modesta, atingindo US$ 10,31 por bushel.

Fatores que sustentam o movimento e riscos para frente

Apesar do movimento de alta, o mercado permanece cauteloso. A oferta nacional ainda é um fator restritivo: vendedores optam por aguardar melhores sinais, enquanto compradores não aceleram suas compras em larga escala. Além disso, a oscilação cambial (dólar ~R$ 5,3274) dá alguma sustentação ao preço interno.

Entretanto, há riscos que podem reverter o movimento: um avanço maior da soja argentina no mercado (com isenção de impostos) pode trazer competição mais acirrada, e o contexto climático (como eventual La Niña) pode gerar pressão sobre oferta futura.

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