Perspectivas de colheitas robustas nos EUA e no Brasil pressionam cotações
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou forte queda nas cotações do milho na terça-feira (1º), com os contratos de setembro de 2025 sendo negociados a US$ 4,02 1/2 por bushel, recuo de 6,75 centavos ou 1,64% em relação ao fechamento anterior. O vencimento de dezembro de 2025 caiu ainda mais, 7,50 centavos, ou 1,76%, atingindo US$ 4,18 por bushel.
Condições ideais nas lavouras americanas aumentam expectativa de supersafra
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta semana dados que mostram as melhores condições das lavouras americanas desde 2018 para o período. A regularidade climática, com chuvas bem distribuídas e temperaturas moderadas, tem contribuído para o bom desenvolvimento do milho nos principais estados produtores.
Alta produtividade também é esperada no Brasil
No Brasil, a expectativa também é de uma produção robusta. Apesar de desafios localizados, como estiagens em algumas regiões do Centro-Oeste, a previsão de colheita da safrinha segue elevada, com a Conab indicando possibilidade de excedente expressivo para exportação.
Estoques e área plantada aumentam pressão sobre preços
O USDA também divulgou os relatórios trimestrais de área plantada e estoques. Ambos os indicadores vieram acima das expectativas do mercado, alimentando temores de excesso de oferta nos próximos meses. Combinados com a retração da demanda por parte da China, esses fatores reforçam o viés de baixa nas cotações.
Cenário pode influenciar decisões de plantio na próxima safra
Caso as cotações sigam pressionadas, produtores podem rever estratégias para a safra 2025/26, reduzindo área destinada ao milho e migrando para culturas com maior rentabilidade. O mercado segue atento aos próximos relatórios do USDA e ao comportamento da demanda internacional.