Produção mantida apesar de queda projetada em produtividade
O IMEA confirmou que a safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deverá alcançar 47,18 milhões de toneladas, mesmo com uma expectativa de recuo em produtividade. A área plantada foi estimada em 13,01 milhões de hectares e a produtividade média projetada ficou em 60,45 sacas por hectare. Isso representa uma queda de 8,81% na produtividade, o que justifica a retração esperada de cerca de 7,29% no volume total da safra em comparação ao ciclo passado.
O volume mantém Mato Grosso como um dos pilares da produção nacional o estado segue liderando a produção de soja no Brasil.
Plantio quase finalizado e clima favorável em parte do estado
Até o final de novembro de 2025, o plantio da safra 2025/26 atingiu 99,69% da área total projetada no estado, segundo dados do IMEA. Esse ritmo coloca o estado dentro da média histórica das últimas cinco safras, apesar de ligeira defasagem em relação ao ciclo anterior.
As chuvas registradas em novembro ajudaram a reduzir o estresse hídrico em muitas regiões, colaborando para o bom desenvolvimento inicial das lavouras. Ainda assim, a distribuição irregular das precipitações mantém o risco de oscilações de produtividade um fator de atenção importante para o período de crescimento e florescimento.
Exportações, consumo e milho: convergências e pressões para a safra
No relatório mais recente, o IMEA também projetou que a safra de milho 2025/26 em Mato Grosso deve alcançar 51,72 milhões de toneladas. A área cultivada foi estimada em 7,39 milhões de hectares.
No entanto, o cenário para a soja é de desafios: a diminuição da produtividade estimada pode reduzir a competitividade do estado, especialmente diante da concorrência internacional e dos mercados de exportação.
O que esse desempenho representa para o agronegócio e para o Brasil
Mato Grosso é historicamente o maior produtor nacional de soja, respondendo por uma parcela significativa da produção total do país. Sua safra influencia os preços domésticos, o volume exportado e a oferta interna de grãos.
Manter a produção em 47,18 milhões de toneladas, mesmo diante de produtividade prevista menor, demonstra a capacidade de resiliência do Estado mas também reforça a vulnerabilidade do agronegócio às variáveis climáticas, de mercado e de custos. A oscilação esperada exige planejamento rigoroso por parte dos produtores, atenção ao manejo e, principalmente, flexibilidade para lidar com incertezas.
Para o mercado nacional e internacional, a safra mato-grossense continua sendo chave: qualquer variação no volume ou qualidade da soja tende a repercutir no preço global da oleaginosa, nas exportações brasileiras e na competitividade frente a outros grandes produtores internacionais.