Balanço de uma década surpreendente
Segundo o Ministério da Agricultura (via Embrapa Café e MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) dos cafés do Brasil está estimado em R$ 119,05 bilhões para o ano-cafeiro de 2025 (ano encerrando em junho), um aumento de 170% comparado aos R$ 44,21 bilhões registrados em 2016. Os dados já consideram preços médios efetivamente pagos aos produtores entre janeiro e julho de 2025.
Arábica cresce, mas robusta é estrela do salto
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O café arábica viu seu VBP subir para R$ 86,59 bilhões, o que representa uma alta de 127,3% em relação aos R$ 38,09 bilhões de 2016.
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Já o robusta/conilon explodiu em faturamento: salto de 438,3%, de R$ 6,03 bilhões para R$ 32,45 bilhões no período.
Esse crescimento robusto reflete fatores como expansão de plantio, produtividade e maior atratividade no mercado interno e externo.
Panorama por região e possíveis projeções
Para 2025, outras estimativas indicam valores ainda maiores:
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Uma avaliação alternativa sugere um VBP total de até R$ 127,88 bilhões, com arábica gerando cerca de R$ 89,52 bilhões e canephora, R$ 36,18 bilhões.
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Na tradicional região Sudeste, o faturamento bruto chega a R$ 108,22 bilhões, equivalendo a 85,8% do total nacional.
A cafeicultura brasileira vive um momento de valorização histórica. Mesmo em ciclos desafiadores como a bienalidade negativa do arábica, o contínuo avanço do robusta e as boas cotações impulsionaram a receita total a patamares nunca antes vistos. O Brasil consolida sua relevância como protagonista global no comércio cafeeiro, com receita que expressa não só volume, mas também qualidade e estratégia comercial.