Cenario Rural

Tarifaço nos EUA faz carne disparar, mas Brasil revida com recorde de exportações

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Preço dos consumidores nos EUA atinge picos escalares

Nos Estados Unidos, os preços da carne dispararam: o quilo da carne moída (ground beef) ultrapassou US$ 6,12, um aumento de 12% em comparação a julho de 2024 — quase quatro vezes a média da inflação dos alimentos no país. Steaks cotados a US$ 11,49/kg, alta de 8%. Muito desse aumento se deve à forte compressão da oferta doméstica, fruto de seca persistente, altos custos de alimentação e redução do rebanho bovino ao nível mais baixo desde 1951.

Exportações brasileiras batem recorde mesmo sob tarifaço

A despeito da tarifa de 50% sobre a carne brasileira, acarretando uma alíquota total de até 76,4%, as vendas ao exterior não pararam. Em julho, o Brasil exportou 276,9 mil toneladas, recorde mensal histórico, 17% acima de julho/24.

Em agosto, o ritmo se manteve intenso: foram 268,5 mil toneladas exportadas elevando em 23,5% o volume ante agosto/24, gerando US$ 1,5 bilhões em receita, salto de 56% na receita média diária.

EUA combustiona busca por novos fornecedores

A imposição das tarifas redirecionou os fluxos globais de carne. Países como México, Austrália, Uruguai e Argentina começam a ganhar gás para preencher o vácuo deixado, enquanto o Brasil reforça presença em mercados como China, Oriente Médio e Japão.

Impacto direto nas importações dos EUA: queda drástica

As importações americanas de carne brasileira caíram 80% entre abril e julho, de 47.800 t para apenas 9.700 t, ainda antes da tarifa de 50% entrar em vigor completamente. Mesmo assim, os preços pagos subiram 12,5%, refletindo custos logísticos e prévia corrida de embarques.

O cenário é uma aula de dualidade: nos EUA, o consumidor sente o peso da alta contínua da carne — cenário que pode se arrastar por anos, dizem especialistas. Já o Brasil segue forte, buscando novos rotas e mantendo sua presença global com resiliência e agilidade comercial.

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