Relatório semanal mostra queda nas negociações e destinos liderados por Coreia do Sul e Japão
Exportadores dos Estados Unidos comunicaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de aproximadamente 377,6 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 1º de janeiro de 2026, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 8 de janeiro. Esse registro integra o sistema de export sales.
O dólar comercial para commodities agrícolas e a taxa de câmbio atual também influenciam as negociações: enquanto o real se mantém em patamares competitivos, a expectativa de um dólar forte pode tornar o milho norte-americano mais atraente para países compradores frente a outras origens no curto prazo.
Queda nas vendas semanais em comparação com médias recentes
O volume reportado de 377,6 mil toneladas representa uma queda de 49% em relação à semana anterior e 76% abaixo da média das quatro semanas prévias, segundo o USDA. Isso indica um menor ritmo de novas vendas neste início do ano comercial, em comparação ao movimento registrado em semanas anteriores, quando negociações mais robustas haviam sido observadas.
Analistas interpretam essa desaceleração como reflexo de ajustes de posicionamento dos compradores após o fim de ano e da necessidade de realinhamento das estratégias de compra conforme as últimas projeções de oferta e demanda global. A tendência de redução momentânea pode ser típica em períodos de transição entre ciclos de exportação e entrada de safra do Hemisfério Sul.
Principais compradores e destinos da oleaginosa
Apesar da queda no ritmo geral de vendas, mercados asiáticos e latino-americanos lideraram as compras da semana:
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Coreia do Sul foi o maior comprador, com cerca de 139 mil toneladas adquiridas;
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Em seguida vieram Japão (108,1 mil t) e México (96,8 mil t);
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Outras nações como República Dominicana e Vietnã também aparecem entre os principais destinos, com volumes menores, de acordo com o USDA.
Esses destinos são considerados tradicionalmente estáveis e importantes para o milho norte-americano, refletindo a demanda por grãos para alimentação animal e uso industrial nesses mercados.
Cancelamentos e desafios de mercado
O relatório semanal também registrou cancelamentos expressivos, somando 226,7 mil toneladas para destinos não revelados. Esse número pode indicar ajustes em contratos prévios ou revisões de interesse por parte de importadores, fenômeno que pode ocorrer devido a variações de preço, logística ou mudanças nas projeções de oferta no mundo.
Esses cancelamentos, combinados com a desaceleração nas novas vendas, sugerem que os mercados estão avaliando a melhor forma de equilibrar estoque, preço e logística diante de um cenário global ainda marcado por núcleos fortes de oferta.