Os preços da soja registraram queda recente no mercado brasileiro, influenciados por fatores externos e internos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação de maior oferta global, desvalorização do dólar e estoques elevados tem pressionado as cotações.
Oferta global amplia pressão sobre preços
O mercado internacional foi impactado pelo aumento da disponibilidade de soja, tanto na América do Sul quanto pela expectativa de expansão da produção nos Estados Unidos.
Esse cenário amplia a oferta global da oleaginosa e contribui diretamente para a queda das cotações, movimento que também foi sentido no Brasil.
Dólar mais fraco reduz competitividade
Outro fator relevante é a desvalorização do dólar frente ao real, que reduz a competitividade das exportações brasileiras.
Com a moeda americana mais fraca, os preços internos tendem a cair, já que a soja é fortemente influenciada pelo mercado externo.
Estoques elevados diminuem demanda
De acordo com o Cepea, compradores indicam ter estoques suficientes ao menos até o fim de abril, o que reduz a necessidade de novas aquisições no curto prazo.
Esse cenário pressiona especialmente o mercado de farelo, contribuindo para a queda geral dos preços da soja.
Alta do óleo não sustenta cotações
Apesar da valorização recente do óleo de soja — impulsionada pela demanda para biodiesel —, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços do grão.
A maior procura pelo óleo tende, inclusive, a aumentar a oferta de farelo, o que reforça a pressão baixista sobre o mercado.
Expectativa é de continuidade da queda
A tendência no curto prazo ainda é de preços mais baixos, diante da combinação de:
- Oferta elevada no mercado global
- Demanda retraída no curto prazo
- Cenário cambial desfavorável
Com isso, o mercado da soja segue atento aos desdobramentos internacionais e ao comportamento da demanda nas próximas semanas.