Os preços do feijão perderam força no final de março, pressionados pela retração da demanda. Ainda assim, o balanço mensal segue positivo, com alta expressiva nas cotações, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Demanda mais fraca pressiona cotações
Nas últimas semanas do mês, o mercado registrou menor interesse de compra, o que resultou em recuo nos preços em diversas regiões.
De acordo com o Cepea, muitos compradores já estavam abastecidos e priorizaram o consumo de estoques, reduzindo o ritmo de novas aquisições.
Esse cenário levou a quedas pontuais, especialmente no fechamento de março.
Alta mensal ainda se mantém
Apesar da pressão no curto prazo, a média de preços de março permaneceu acima da registrada em fevereiro.
- Feijão carioca: alta de cerca de 8% na média mensal
- Feijão preto: avanço mais moderado, próximo de 1%
O resultado reflete o impacto das valorizações expressivas registradas anteriormente, especialmente em fevereiro.
Oferta e qualidade influenciam mercado
Outro fator relevante foi o aumento da oferta em algumas regiões, impulsionado pela colheita e pela necessidade de venda por parte dos produtores.
Além disso, questões como qualidade dos grãos e necessidade de liquidez também influenciaram as negociações, contribuindo para o movimento de queda no fim do mês.
Valorização ainda é forte no acumulado
Mesmo com a acomodação recente, o feijão segue com desempenho positivo no ano.
Dados indicam que:
- O feijão carioca acumula valorização expressiva no trimestre
- A alta no campo ainda supera o repasse ao consumidor final
Isso mostra que o mercado ainda está ajustando os preços ao longo da cadeia.
Mercado segue atento à demanda
A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente do comportamento da demanda.
Especialistas apontam que:
- A retomada das compras pode sustentar os preços
- Estoques elevados tendem a limitar novas altas
- A oferta da safra segue no radar do mercado
Com isso, o feijão entra em abril com um cenário de ajuste após fortes valorizações, mantendo, porém, um patamar elevado de preços.