O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações lentas e pressão baixista em diversas regiões do país, segundo análise do Cepea. Apesar da retomada parcial das compras por parte de frigoríficos nesta semana, o volume de negócios segue reduzido e marcado por lotes menores.
O cenário reflete a postura mais cautelosa das indústrias, que têm mantido preços ofertados em patamares estáveis ou até reduzido propostas de compra em algumas praças pecuárias.
Pecuaristas resistem à pressão
Mesmo com a pressão dos frigoríficos, muitos produtores seguem resistentes às quedas mais acentuadas da arroba. Segundo o Cepea, boa parte das vendas continua ocorrendo apenas de forma pontual, principalmente para geração de caixa no curto prazo.
As escalas de abate permanecem entre sete e dez dias na maior parte das regiões monitoradas, embora algumas praças já apresentem programações mais alongadas.
Mato Grosso e Goiás registram quedas
Em algumas regiões, os preços seguiram estáveis, mas houve quedas pontuais em importantes praças pecuárias.
Em Rondonópolis (MT), a arroba recuou cerca de R$ 5, com negócios variando entre R$ 345 e R$ 355. Já em Goiânia (GO), os preços também caíram R$ 5, com negociações ocorrendo entre R$ 330 e R$ 335 por arroba.
Segundo analistas, em Goiás parte das indústrias já se afastou das compras devido à melhora da oferta de animais e ao avanço das escalas de abate, que variam entre sete e 14 dias.
São Paulo tem leve recuo
No estado de São Paulo, o mercado também segue em ritmo lento. O Indicador Cepea do boi gordo fechou a terça-feira cotado a R$ 353,80 por arroba, registrando queda diária de 0,11%.
Analistas avaliam que o avanço das escalas de abate e o consumo interno mais fraco continuam limitando novos movimentos de alta no mercado pecuário.
Mercado de reposição segue firme
Apesar da pressão sobre o boi gordo, o mercado de reposição continua sustentado. O Indicador Cepea do bezerro em Mato Grosso do Sul registrou média à vista de R$ 3.419,59, com alta acumulada de 0,32% no mês.
Expectativa para os próximos dias
O mercado segue atento ao comportamento das pastagens, ao avanço da oferta de animais e ao desempenho do consumo interno de carne bovina.
Especialistas avaliam que a tendência de curto prazo ainda é de cautela, com frigoríficos buscando preços menores enquanto pecuaristas tentam sustentar as cotações da arroba.